Dilma não tem mais para onde crescer. Tem é que diminuir as quedas. Está conseguindo.
Serra sabe disso e esconde bem o desespero, e vai bater o tempo todo. É impressionante ele fala de leve uma proposta e em seguida dá uma pancada.
A defesa dela cabe em primeiro lugar a si mesma. Pelo debate desta segunda feira á noite na Record parece que finalmente entrou no ritmo da porrada. Foi bem e reagiu bem.
Depois a segunda linha de defesa cabe ao Lula, aos ministeriáveis, aos eleitos e aos eleitores.
Perder dois pontos em uma pesquisa nacional não é perigoso não, são apenas projetos que aos poucos vão se revelando nas TVs.
1/3 são projetos e propostas que a oposição usa de mecanismos publicitários para dizer que fez o que sabotaram a vida toda. Mentem de forma simples e despudorada, pricipalmente os dados relativos ao combate ao desemprego e investimentos sociais.
Ficha limpa? Mais da metade dos impedidos são da campanha do Serra, leiam sobre os barrados nos jornais ESP e FSP. Se essa lei fosse para valer não tinha nem segundo turno.
O PPS e o PV inclusive elegeram alguns nomes e deram legenda a candidatos já com processos e investigações notórias pela imprensa e delegacias de polícia. No PV o presidente Penna, Sirkys e Aspásia foram cúmplices dessas gente com suas manobras eleitorais. Gabeira e Marina Silva fingem desinformação á respeito. Agora todos posam de elegantes e limpinhos ao lado do coitado do Serra.
Milícias no RJ? Apoiaram o Gabeira, o PPS e o César Maia escondidos, por motivos óbvios.
Sobre o Pré Sal, enfim uma pauta concreta na estratégia da nação, seria interessante ver como os petroleiros estão opinando e em como vão se posicionar e defender a estratégia da empresa face aos dois projetos políticos, a mim como cidadão e aos demais brasileiros não fomos convidados nem como coadjuvantes para defender e sequer participar da formulação ou debates dos projetos do Pré sal. Mesmo assim dou meus pitacos, aliás esse é um dos poucos motivos que vou votar na Dilma, os projetos do governo Lula são de longe o melhor para a nossa soberania e nossas riquezas naturais, a prática é que são elas.
O engraçado é que nesta semana vi o último filme do 007 e o vilão um francês presidente de uma ONG ambientalista (AH!AH!AH!) queria dar um golpe militar na Bolívia em comum acordo com a CIA, ele citava indignado três países da América Latina (Venezuela, Bolívia e Brasil) como desordeiros do planeta e governados por comunistas, pessoas que queriam gerir suas riquezas naturais dividindo os lucros com o povo. Era inadimissível.
Na vida real ao longo de 2009 e 2010 houveram algumas publicações e atos isolados por sindicalistas e nacionalistas de boa cepa, mas nenhuma manifestação articulou ou constrangeu a bancada federal de parlamentares ou os membros do governo.
Parece que só o Gabrielli resolveu defender a Petrobrás dentro de um programa de governo, bateu e levou recado até do ex presidente Fernando Henrique, fora isso não vi nenhuma panfletagem por parte dos sindicalistas e cargos comissionados na porta da empresa e inclusive gestão junto aos fornecedores e terceirizadas ou sindicatos patronais. Lamentável desmobilização.
Vi sim alguns candidatos de forma isolada na porta da empresa, Fernando Siqueira três vezes, Gutman quatro vezes, Jandira Feghali quatro vezes sempre acompanhados de meia dúzia de partidários e panfleteiros sem muito impacto social. Paciência.
Paulo Henrique Amorim se deu ao trabalho de citar as declarações entreguistas do Deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas do PSDB-ES em seu blog, O Deputado em questão é muito eficiente na produção literária pela oposição ao governo petista, qualifica o debate as vezes até academicamente, mas não me recordo dele e de nenhum aliado seu se manifestarem contra a quadrilha de policiais e juristas corruptos que governaram o Espírito Santo por anos a custa de propinas e assassinatos. Quando citam a sua biografia política falam como se fosse o mentor intelectual com densidade do PSDB Nacional, esquecem que ele era um playboy da política capixaba, andava de motos possantes e fumava charutos cubanos na era Collor, entre uma baforada e outra recitava a política vigente na época “pequenas e médias empresas que não se unirem as multinacionais estão condenadas”, é claro que não citava as que se alinhavam ao governo federal para arrumar “empréstimos a fundo perdido” pelos bancos públicos avalizados pela fauna que governou o Brasil na época pós 1989. Suas declarações sempre foram bobas, não passam de deslumbramento e soberba de quem venceu a eleição, enfim continua demonstrando imaturidade política. Para mim a decepção foi perceber que agora passa a ocupar o espaço político da Rita Camata, decepção dupla, inclusive ao vê-la endossar eleitoralmente essas teses panfletárias e desconexas com a realidade brasileira, logo ela parlamentar qualificada que contribuiu para várias melhorias na legislação social vigente e depois não ser eleita para o Senado por erro de cálculo político. Uma pena mesmo, mas tudo bem isso passa e esses caras também, em breve ela retoma a sua linha positiva.
Vamos acompanhando.









