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As punições recentemente adotadas contra a RCTVI (Rede Caracas de Televisão Internacional) e outros cinco canais a cabo suscitaram forte onda acusatória contra o presidente venezuelano. Um aluvião de artigos e editoriais foi lançado a público para acoimá-lo como inimigo da liberdade de imprensa.

A mídia conservadora, como é de seu feitio, embaralha as informações para melhor articular sua escalada contra Chávez. Os motivos que levaram às medidas punitivas são omitidos ou manipulados. O vale-tudo não tem compromisso com a verdade.

Os seis canais suspensos violaram seguidamente vários dispositivos legais (obrigatoriedade de transmitir redes oficiais, programas educacionais, símbolos nacionais, classificação etária e assim por diante). Três entre esses reconheceram as irregularidades e se comprometeram a retificá-las: voltaram imediatamente ao ar. Os demais têm a mesma possibilidade. Nenhum canal foi fechado ou desapropriado.

Até mesmo alguns setores progressistas, porém, ficaram abalados com esses fatos. Muitas pessoas de bem, afinal, reagem como se o tema da liberdade de imprensa fosse sagrado. Desses sobre os quais só pode haver uma opinião possível: as demais seriam autoritárias ou, quando muito, ultrapassadas.

O dogma criado pela plutocracia midiática associa uma robusta bandeira democrática com a apropriação privada dos meios para realizá-la. Liberdade de imprensa, para esses senhores e senhoras, é o direito ilimitado dos proprietários de veículos de comunicação em usufruir a bel-prazer de seus ativos de informação e entretenimento. Qualquer contestação ou regulação dessa franquia quase divina constituiria uma ameaça à democracia.

Mas o que há de democrático na transformação de um bem público (o direito de informar e ser informado) em monopólio de corporações privadas, famílias ou indivíduos? Qual é a liberdade possível quando os instrumentos de comunicação e cultura têm seu controle originado no poder econômico?

A revolução técnico-científica das últimas décadas fez da informação e seus meios um poder fático. Sua expansão foi patrocinada por governos e grupos empresariais, cuja associação direta ou indireta com os donos dos veículos alavancou esse baronato a um papel político, cultural e econômico de ampla envergadura.

Basta um olhar ligeiro sobre a América do Sul para termos noção desse processo. Quase todas as empresas relevantes de comunicação foram criadas ou fortalecidas pelas ditaduras e seus sócios capitalistas. Os casos Clarín e Globo, mais conhecidos, estão longe de ser exceção. Na Venezuela a história não foi diferente.

A democratização do subcontinente, no entanto, jamais chegou aos meios de comunicação. Está certo que acabou a censura, mas os barões da mídia só viram sua influência e autonomia crescerem. A liberdade formal de qualquer grupo social ou indivíduo em criar seu próprio veículo foi implantada, de fato, mas a possibilidade econômica de exercer essa prerrogativa continuou nas mesmas e poucas mãos.

Os interesses nessa autonomia, no mais, vão além dos proprietários dos meios, abençoados pelas condições institucionais de difundir livremente os valores, idéias e informações que melhor lhes apetecer para a lucratividade de seu negócio.

Seu estatuto especial, o de único poder público de caráter privado, permitiu a plena realização do diagnóstico anunciado pelo pensador italiano Antonio Gramsci, há mais de setenta anos, quando afirmou que os jornais haviam se transformado nos “modernos partidos políticos da burguesia”.

Os meios monopolistas de comunicação podem se exibir como neutros, objetivos ou isentos, com verniz de interesse universal que nenhuma agremiação conservadora teria como apresentar aos eleitores. Chegam à desfaçatez de alcunhar o que editam ou difundem de “opinião pública”, como se a sociedade tivesse delegado a esse setor social uma procuração para falar em seu nome.

Mas não se trata apenas de aparência. Através dos meios um exército profissional de colunistas, jornalistas e produtores de entretenimento, entre outros, pode ser integralmente mobilizado para construir os valores e as informações que correspondem aos interesses de seus patrões e associados. Esses veículos cumprem a tarefa de articular o discurso e a base social das elites ao redor das quais gravitam.

Sua atividade, ao contrário das demais funções públicas, incluindo os partidos políticos, não está subordinada a qualquer mecanismo eleitoral, controle social ou fiscalização institucional, ainda que os meios audiovisuais – a ponta de lança do sistema comunicacional – operem quase sempre a partir de uma concessão do Estado.

O que esse baronato chama de “liberdade de imprensa” é de um cinismo exemplar. Trata-se apenas da sua liberdade de imprimir, difundir e entreter, às custas da negação prática desse direito a imensos grupos sociais, que não possuem os instrumentos institucionais e as possibilidades financeiras de levar a público sua própria voz.

A eleição de governos progressistas na América Latina criou a chance dessa situação antidemocrática ser superada ou, ao menos, amenizada. A presidente Cristina Kischner, na Argentina, conseguiu a aprovação de uma nova lei para os meios audiovisuais. O boliviano Evo Morales segue pelo mesmo caminho. O líder venezuelano, atropelado em 2002 por um golpe de estado urdido e animado pelos grandes meios de comunicação, foi quem primeiro ousou agarrar o touro pelos chifres.

Nenhum desses governantes propôs que fosse estabelecida alguma espécie de censura ou impedimento para a circulação de idéias. Ao contrário: suas iniciativas buscam restringir o peso dos monopólios, abrindo espaços para novos atores e regulamentando uma atividade tão estratégica para a sociedade.

Trata-se, aliás, de uma abordagem comum à maioria dos países democráticos, nos quais existem leis que limitam esses monopólios, asseguram produção nacional e programação educacional, estabelecem cláusula de consciência para os jornalistas, abrem espaço para os movimentos sociais e sindicais.

Mas a reação do baronato venezuelano, no caso específico, não se fez por esperar. Vários dos proprietários desses meios simplesmente se recusam a obedecer legislação proposta por um governo eleito pelo povo e aprovada por um parlamento legítimo. As punições que receberam foram a conta justa, e bastante moderada, para quem insiste em andar fora da lei, costume inconcebível em uma democracia.

Os monopólios estão sendo regulamentados, como é adequado a qualquer serviço público, sob o risco de perderem a concessão que receberam caso persistam em atitudes antidemocráticas. Poderiam ter sido cassados há oito anos, quando foram protagonistas da intentona golpista, mas lhes foi conferida a oportunidade de revisarem suas opções.

Os venezuelanos têm hoje um cardápio de jornais, revistas e meios audiovisuais mais amplo e plural que em qualquer momento de sua história. Muitas organizações sociais e comunidades tiveram apoio governamental para romper a ditadura do poder econômico e criar as condições materiais para o surgimento de novos veículos.

Além de manter abertas as portas da imprensa oposicionista, apesar de suas recorrentes violações constitucionais, o governo Chávez deu vida a uma importante rede de rádios comunitárias, facilitou a criação de novos canais de televisão, direcionou a publicidade estatal para jornais e revistas independentes. Não é pouca coisa.

O presidente venezuelano, de fato, não se revela amigo da mesma liberdade de imprensa apregoada pela plutocracia midiática. Presta serviço às idéias democráticas, no entanto, ao identificar no monopólio privado e desregulamentado da comunicação o maior obstáculo para o direito de informar e ser informado.

Artigo escrito por Breno Altman, é jornalista e diretor do sitio Opera Mundi ( www.operamundi.com.br )

Berlusconi Radiotivo

Partido Verde italiano revela o Plano Nuclear SECRETO do fascista Berlusconi

O Partido Verde da Itália denunciou ontem 8/12/2009, um plano secreto do Governo Italiano para a retomada da energia nuclear no país. O acordo comercial nuclear está sendo feito em conjunto com a França. A Enel e a francesa EDF têm planos de construir quatro usinas nucleares na Itália.

Os militantes Verdes italianos, denunciaram pela Internet e imprensa européia .

Com a denúncia, os militantes estão organizando uma série de manifestações, o objetivo é simples, dar informação á população para que esta decida e pressione os políticos locais impedindo assim a construção de usinas nucleares nas cidades escolhidas.

A Itália rejeitou a energia nuclear em 1987 após um plebiscito. Os fascistas e sua coalizão de direita pretendem reintroduzi-la usando a argumentação da crise climática e a redução de custos com a matriz energética italiana. Como na Itália os governos locais têm poder de decisão sobre a aprovação de projetos industriais, o fascista Berlusconi manteve as suas negociações ocultas, garantindo assim a livre atuação do Lobby nuclear sem a pressão da opinião pública.

Os jornais italianos publicaram que o executivo da Enel Fulvio Conti, não iria identificar os locais “nem sob tortura”, deixando qualquer anúncio para o governo. NOOSSAA!!! Que sujeito destemido!!!!

Ao contrário dos dirigentes do PV brasileiro, o presidente do Partido Verde da Itália Angelo Bonelli, tem legitimidade, coragem e crédito político, ele afirmou que a Enel havia entregue a lista com os locais para o Ministério da Indústria.  “Por fontes do Ministério da Indústria, vimos a lista e agora o arquivo está nas mãos do ministro (Claudio) Scajola”, disse Bonelli à agência de notícias Reuters.

A Enel negou a declaração. “Nenhuma lista foi entregue ao governo”.

O governo italiano nega parcialmente, seus representantes em OFF afirmam que ainda precisam identificar os locais para as usinas. O Ministério da Indústria não comentou a notícia até o momento.

Está bem. Está bem. Não percamos tempo com as versões. Fascistas não valem nem mesmo o vaso sanitário que sentam, seguem abaixo os locais inicialmente escolhidos para a construção das usinas nucleares, Montalto di Castro, Borgo Sabotino, Garigliano, Trino Vercellese, Caorso, Oristano, Palma e Monfalcone.

Para quem quiser acompanhar as manifestações e textos segue os sites dos Verdes Italianos www.verdilivorno.it/ e www.eco-mondo.it/.  

Na década de 80 Honduras era considerado um gigantesco porta-aviões dos militares norte-americanos, era o governo do republicano belicista Ronald Reagan, na América Central assassinatos e desaparecimentos políticos eram rotinas sociais.

No século XXI Honduras não passa de um mercado colonial e um enorme e desproporcional constrangimento ao governo do democrata e progressista Barack Obama.

E o pior é que desta vez a CIA não tem culpa de nada! É uma sucessão de gestos vazios e pequenos fatos desprovidos de qualquer conteúdo ou significados racionais.

Um Presidente (demagogo) eleito é deposto, é seqüestrado e expulso do país de cuecas e pijama por um golpe militar. Mas a família, os membros de seu governo e partidários ficam… atônitos e desnorteados, mas ficam no país.

Entra um civil golpista, só para variar afirmando que iria garantir a restauração da lei.

O deposto retorna secretamente depois de anunciar que voltaria e se refugia na embaixada brasileira.

O Golpista de plantão percebe o contragolpe e organiza um processo eleitoral viciado para legitimar o seu golpe e dar a sua conspiração como fato consumado para o mundo.

Um aventureiro é “eleito” assume a Presidência e quer normalizar as relações diplomáticas com frases vazias, o seu discurso de vitória vem com um tom de deboche como se houvesse ganhado as eleições de uma Cooperativa de Vans cariocas. Processo eleitoral viciado e garantido com a opressão e conspiração entre gângsteres.

O governo dos EUA está abrindo um precedente perigoso e venal ao dar crédito a este tipo de solução improvisada.

Já o governo brasileiro acertadamente repete a posição do Ex-Presidente Fernando Henrique em situações semelhantes, não reconhece nenhuma solução que não seja a restituição do estado de direito e a recondução incondicional á democracia do país vitimado pelo golpe. Ainda que os políticos do PSDB queiram esquecer esse pequeno detalhe.

Golpe é golpe.

Na América Latina moderna o funcionamento do estado democrático não pode ser uma conveniência financeira eleitoral de um grupelho direitista ou pseudo-esquerdista.

O que está surpreendendo nessa história é a capacidade de articulação do assessor especial do Presidente Lula, Marco Aurélio Garcia; a firmeza do Itamaraty em não tergiversar; e a dissimulação da Secretária Hillary Clinton, realmente uma lástima tanto do ponto de vista biográfico quanto histórico.

Desculpem a falha e a interrupção dos textos. Estava terminando e submetendo a advogados um livro “Verdes Podres – Como o PV manipula uma eleição”. Teremos mais duas breves interrupções no ano que vem, mas desta vez avisarei antecipadamente.

A origem no cenário nacional

Marina Silva foi eleita senadora como uma revolução eleitoral em 1994, em um estado onde o narcotráfico e contrabandistas de madeira tinham bancadas, só o PT poderia eleger como senadora uma mulher, pobre, e ex militante marxista. Elegeu três, Benedita da Silva no Rio, Heloisa Helena em Alagoas e Marina Silva no Acre.

Sim, Marina era cria do Chico Mendes e ambos nunca foram do PV, eram do sub-partido do PT, o PRC Partido Revolucionário Comunista, uma corrente do PT que pregava a ruptura armada, mas aceitava a democracia parlamentar burguesa como tática para chegar ao poder. Abriram mão de sua corrente política seguindo seu único parlamentar o Deputado Federal José Genoíno e fluíram com seus discursos “Somos a Nova Esquerda” participando da unificação do PT cada qual em seu estado.

Chico Mendes e Marina Silva tinham á sua volta ex-militantes de 68, religiosos da teologia de libertação, evangélicos, seitas esotéricas, sindicalistas e militantes de organizações internacionais, suas orientações eram para abrirem mão do discurso dogmático revolucionário e ampliarem suas bandeiras para o ambientalismo na defesa das florestas, assim as articulações garantiriam projeção nacional e internacional.

Suas vitórias eleitorais foram frutos de movimentos sociais organizados junto às classes médias e pequenos segmentos populares organizados.

Marina Silva no Senado revestiu-se do discurso verde, dava mais amplitude política, conquistava apoios internacionais e na região sudeste brasileira, mas sua luta original era o desenvolvimento extrativista da floresta, causa bem diferente do conservacionismo e da defesa intransigente da Floresta Amazônica, mas o extrativismo tinha pontos e adversários em comum com a defesa ambiental das florestas. E assim ela e suas bandeiras surgiram no cenário institucional.

Seu mandato era poesia pura e seus discursos eram uma atualização constante da verborragia e palavreados sociológicos de ONGs.

Por várias vezes discursava solicitando ao Presidente Fernando Henrique e seus ministros, providências e prisões contra madeireiros, situação inversamente proporcional quando Ministra e aliada dos irmãos Viana, Governador e Senador do Acre.

A democracia classista participativa deu lugar à democracia institucional eleitoral.

 Oportunismo eleitoral travestido de Ardil político

Agosto de 2009: Marina Silva tentou fazer com o Lula, o que o Gabeira fez na ante sala da Casa Civil com José Dirceu em 2003. Uma divergência midiática. Não conseguiu, mas também conseguiu escamotear nas pautas jornalísticas a sua situação eleitoral, não se reelegeria Senadora por seu estado de origem pelo PT. Esse é o real motivo de sua mudança de legenda, cálculo eleitoral e renegociação de novas oportunidades no seu projeto de poder.

José Serra é um candidato presidencial muito bem preparado.

Serra, quando perseguido politicamente se formou na escola politécnica, nunca falou com orgulho de seu diploma, mas também não fraudou currículo.

Foi Presidente da UNE em 1963/1964, secretário de planejamento do governador Franco Montoro, Senador, Ministro e Governador.

Para quem entende de administração pública, secretário de fazenda ou planejamento é o governador de fato, o governador eleito fala, conversa, negocia, mas quem diz não e libera dinheiro é quem manda de fato. Portanto Serra começou a sua vida no poder executivo antes mesmo que Fernando Henrique ou qualquer outro nome atualmente na disputa presidencial. Agora é o atual governador de São Paulo, São Paulo por si só é um país á parte, tem um mercado interno poderoso, mecanismos de financiamento próprio, uma economia forte e praticamente exportadora em todos os segmentos.

Quando Ministro da Saúde no governo Fernando Henrique levou o crédito por implementar várias idéias dos militantes da saúde pública, as mais notórias foram os genéricos e a distribuição de remédios gratuitos contra AIDS, idéias e projetos do médico Jamil Haddad militante histórico do PSB. Aceitava todos os dogmas liberais do PSDB, mas brigava em público quando o debate ia para á área social só não abria mão dos conceitos Educação pública e gratuita para todos, e Saúde Pública e gratuita para todos.

Entre os seus mitos está a sua disposição para debates noturnos e seu esquerdismo não tão juvenil, plantados em notinhas pela FIESP.

Hoje eleitoralmente tem dificuldades no Nordeste, passa bem pelo Sul, inexpressivo no Centro Oeste, e no sudeste passa bem, mas sem certeza de vitória principalmente com a aventura de Marina Silva. Sabe usar a mídia mesmo sem assessores, cria fatos políticos até com seu silêncio atual. É bom de debate e familiarizado com qualquer pauta política, na eleição de 2002 se tivesse mais duas semanas de campanha televisiva levava.

Por idade e por saúde seu momento é agora. Se deixar para depois terá maiores dificuldades, tem que enquadrar Aécio Neves e finalizar de vez Geraldo Alckmin, está indo para o tudo ou nada.

Alguém se lembra de ouvir alguma opinião dele ou de sua bancada sobre a crise no senado, pré-sal, submarino francês, morte do Michel Jackson? É isso mesmo, mergulhar como uma avestruz é uma tática pré-eleitoral eficiente.

Na pré-campanha de Serra ainda não descobriram seu calcanhar de Aquiles, mas já tem um furúnculo no pé, chama-se Alstom Siemens.

Mas não se enganem se o assunto for pré-sal, São Paulo e qualquer candidato de lá, quer mais é ferrar o Rio de Janeiro e demais estados. Que me desculpe o Marcelo Cerqueira, mas Serra faz parte dessa lógica.

Quem administra São Paulo governa qualquer coisa.

Se perfil biográfico ganhasse eleição, Serra estava eleito em primeiro turno.

 

“No fundo Getúlio Vargas gostava de mim porque eu era um canalha igual a ele…”

Assis Chateaubriand – Empresário

 

            Meu Avô biológico materno Orlando Ribeiro organizava militantes sindicais e células de discussão política, foi perseguido pela polícia especial de Vargas. Nunca recuou em seus princípios políticos e nunca deixou de amar sua família. Já naquela época por “especial”’ entendia-se ações ilegais da agenda governamental. Sua casa era invadida toda semana pela polícia atrás de seus documentos subversivos, nunca conseguiram apreender nada. Só  morreu de câncer porque metralharam por engano seu sócio confundindo-o com ele. Com a clandestinidade forçada a família não teve direito nem a pensão ou qualquer tipo de ajuda. Mais tarde minha avó teve que matricular minha mãe em colégio interno e colocou seu filho no Colégio Militar, viúva foi trabalhar e tentar sustentar os filhos, se apaixonou novamente por um homem que era capaz de matar ou morrer para salvar uma vida.

            Meu Avô de coração materno José Queiroz foi voluntário da FEB Força Expedicionária Brasileira para lutar na Segunda Guerra Mundial contra o nazi-fascismo, socorria os feridos na linha de frente na Itália, quando voltou teve o destino e a recepção igual  a todos os heróis que atuaram em combate, o menosprezo e a perseguição velada por parte do governo e de oficiais fascistas em comando nas nossas forças armadas. Teve pesadelos até morrer velho de enfisema pulmonar.

            Meu Avô paterno Edmar Morel era repórter foi perseguido pelas duas ditaduras no Brasil, nunca deixou de escrever uma linha por causa do autoritarismo ou de investigar e denunciar as falcatruas das nossas elites em troca de estabilidade em sua carreira. Morreu doente com problemas circulatórios, pobre e reconhecido por seus pares, seu enterro foi custeado por dinheiro doado por amigos e familiares, literalmente não tinha como cair morto.

            Um dos meus mentores políticos José Duarte comunista, líder de massas e dirigente sindical ferroviário passou metade de sua vida em celas e clandestino, em uma de suas prisões políticas dividiu cela com Monteiro Lobato, ambos foram presos pela polícia especial por pregarem o monopólio do petróleo antes que o governo assumisse esta bandeira.

            Olga Benário Prestes comunista, esposa de Luis Carlos Prestes, foi um caso claro de assassinato político pelo governo Vargas triangulado com a Gestapo e a polícia política soviética.

            Nenhum deles nutria simpatia ou mágoa pela figura de Getúlio Vargas, entenderam que fizeram parte da história, mas Edmar Morel citava que Getúlio estava sendo perseguido pelo lobby dos trustes e pela imprensa por defender o monopólio do petróleo, de fato, a ironia era que dentre as pessoas que defendiam politicamente Getúlio várias delas estiveram nos porões de suas prisões anos antes por pautarem a agenda política nacional com causas nacionalistas e desenvolvimentistas, se eu começar a escrever nomes caberia um dicionário biográfico inteiro.

            Não poderia escrever sobre o aniversário de morte do ditador, mesmo que para reconhecer méritos ao seu governo, sem fazer uma homenagem particular a todos os que realmente lutaram e corajosamente criaram impasses ao governo para construirmos políticas estratégicas, foram muitas as ações que custaram o sangue e a liberdade para desfrutarmos hoje desse país chamado Brasil.

 

Legado dos trabalhistas 

            Getúlio criou o salário-mínimo, que beneficia milhões de brasileiros; O Monopólio do Petróleo, a Previdência Social pública; A Carteira Profissional garantindo a formalização e a dignidade do trabalho.
            João Goulart instituiu a Gratificação de Natal (13º salário), tanto para os trabalhadores em atividade, quanto para os aposentados e pensionistas, conquista oriunda dos projetos de lei do Deputado Federal Floriceno Paixão.

 “Mais uma vez, a forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam, e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.

Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre.

Não querem que o povo seja independente. Assumi o Governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia, a ponto de sermos obrigados a ceder.

Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o povo, que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar, a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.

Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com o perdão.

E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue será o preço do seu resgate. Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História”.

Getúlio Vargas

Carta Testamento de Getúlio Vargas

Carta Testamento de Getúlio Vargas


O Estado de Minas Gerais em qualquer assunto ou tema ocupa uma posição competitiva com São Paulo e Rio de Janeiro, sua capacidade de influenciar os caminhos das políticas públicas e da economia nacional está retratada em qualquer índice. Representa 10% do PIB nacional, possui 853 municípios, representando 6,9% do território nacional, sua população é de 19.7 milhões de habitantes, é o maior produtor de café, maior produtor de aço e minerais diversos, na pecuária detém o segundo rebanho, sendo 40% do rebanho rastreado do Brasil. Na indústria de defesa, possui a IMBEL. Na indústria aeronáutica possui a Helibrás que fabrica de longe os melhores helicópteros multiusos no mundo.

Politicamente Minas é adesista, não importa quem esteja no poder federal, os políticos mineiros sempre dão um jeito de apoiar o ocupante do Planalto. Ultimamente tem sido laboratório de alianças políticas entre todos os partidos.

Nas eleições de 2010 sua influência não será diferente. Parece que os analistas dos institutos de pesquisas paulistas e cariocas esqueceram-se deste detalhe, repetem os vícios dos cientistas políticos e sociólogas dondocas, adoram falar sua visão do que deveria acontecer no mundo e não uma análise do que é de fato que está acontecendo.

No jogo pesado Alckmin, Marina Silva, e Ciro Gomes são balões de ensaio.

Fernando Henrique, Bornhausen, Maluf, César Maia e Quércia ainda não se manifestaram apenas FH felicita a vinda de Marina Silva para o seu campo político.

 

PRINCIPAIS NOMES PÚBLICOS

Poderia Votar

Não votaria de jeito nenhum

Não conhece

NS/NR

Aécio Neves

76,5%

20,3%

0,2%

2,9%

José Serra

46,0%

49,2%

1,3%

3,5%

Ciro Gomes

27,1%

65,6%

3,2%

4,2%

Dilma Rousseff

26,3%

56,1%

13,6%

4,0%

Heloísa Helena

14,3%

72,8%

9,4%

3,5%

Cristóvam Buarque

9,3%

68,5%

18,8%

3,3%

Fonte CP2 Pesquisas- MG www.cp2.com.br

 Aécio Neves teve quatro mandatos parlamentares, foi Presidente do Congresso em 2001, comandou sem problemas os 513 parlamentares, foi eleito e reeleito governador com 77% dos votos costurando uma aliança política eleitoral ampla, no período Lula tornou-se um governador forte e não rompeu com Fernando Henrique.

Além de Aécio apenas José Serra tem biografia e contexto político para vir candidato á Presidente. Serra tem nome e projeção, mas não tem aliança nem vocação para construir um leque amplo nesse sentido.

Aécio também tem nome e projeção, mas tem menos rejeição e comprovadamente consegue construir as melhores possibilidades de uma coalizão ampla e nacional, nunca teve divergências com os caciques regionais pelo Brasil afora. É o melhor nome, só o PSDB não enxerga isso.

Na próxima eleição, Aécio Neves pode definir ou embaralhar tudo.

Quadro1     Quadro2  
Aécio Neves

70,5%

  José Serra

44,8%

Dilma Rousseff

11,2%

  Dilma Rousseff

18,5%

Ciro Gomes

7,5%

  Ciro Gomes

14,2%

Ninguém/Branco/Nulo

6,4%

  Ninguém/Branco/Nulo

14,4%

NS/NR

4,4%

  NS/NR

8,1%

Total

100,0%

  Total

100,0%

Fonte CP2 Pesquisas- MG www.cp2.com.br

 

Contra todas as previsões

            Pesquisa eleitoral é apenas um radar, o que define o vôo é o piloto.

            Nas pesquisas eleitorais em 1994, Lula liderava com folga diante de qualquer candidato, Fernando Henrique montou uma equipe de campanha no estado da arte, concentrou em si a estratégia política e delegou todo o resto. Resolveu a parada em dois meses de campanha.

            Em 2006 na Bahia, Paulo Souto liderava todas as pesquisas, nenhum instituto de pesquisa dava a vitória para Jaques Wagner como governador, mesma coisa, venceu as disputas internas do PT, fez um leque de alianças surpreendendo até os seus aliados, campanha na rua e fechou o caixão do Paulo Souto e ACM em menos de três meses, venceu no primeiro turno.

            Heloisa Helena quando Senadora foi eleita pelo PT-AL, inquiria com seu tom de voz peculiar o publicitário Marcos Valério, de onde vinha o dinheiro que financiava o caixa dois das campanhas apoiadas por ele no esquema apelidado de Valerioduto. O carequinha respondeu com toda a sinceridade e respeito: “Do mesmo lugar que financiou a sua campanha e dos outros senadores do PT, Senadora.”

            A candidatura da Senadora Marina Silva PT-AC é politicamente ruim para o PT, mas é pior eleitoralmente para o PSDB, eles podem perder pelo menos um milhão de eleitores na classe média nacional no primeiro turno. Apoiá-la é um tiro no pé, Serra já detectou isso, precisa de mais quatro milhões de votos além de seus atuais índices para chegar ao segundo turno e vencer Dilma.

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